31 de agosto de 2012

De Quetelet a Mancha Criminal, afinal as estatísticas resolvem?

Estatísiticas - Parte I
Lendo o livro do Prof.  Roberto Lyra Filho, edição de 1965 para chegar a algumas conclusões, ele preconizava que as estatísticas criminais já naquela época eram chamadas por Euclides da Cunha de " serva infiel da sociologia" pois a estatísitca criminal não é um método, mas um simples instrumento do método, e completa, mesmo perfeitas, as estatísiticas não dariam a idéia aproximada dos mais imortantes desajustamentos sociais.
Os mecanismos profundos da sociedade não podem ser desvendados por elas (estatísiticas) as cifras em regra, resultam de declarações falsas, fantasiosas ou dos proprios interessados; segundo Lacassagne que interpretou o meio social como um caldo da cultura da criminalidade, sendo o micróbio o criminoso que tem importância quando o caldo faz fermentar....o aprisionamento da Política Criminal sobre a ótica da estatísitica, faz emergir um discurso sobre o remédio para a doença e não a cura da enfermidade, da mesma forma com as doenças físicas que produzem efeitos extremos, como o crime, é em função de causas e concausas sociais.

Um comentário:

Simplesmente Claudinho disse...

Hoje tive meu primeiro contato com o Mestre D`Ornellas e sinto-me honrado e super satisfeito em ter sido contemplado com as aulas que recebi e tenho certeza que cada vez mais meu trabalho em "Servir e Proteger" vai sr pensando em procurar a melhor maneira de lidar com situações de conflitos, sempre pensando no ser humano em primeiro lugar e que do outro lado poderia estar simplesmente EU. Obrigado Mestre e farei o possível para orgulhares de seu mais novo discípulo.