3 de agosto de 2009

Polícia mostra estratégias para ocupar favelas do Rio

Teoria da Desorganização social, Áreas Delinquentes, Intervenção Macrossociológica e a Escola de Chicago , uma realidade ainda muito distante...
Com um mapa estratégico, feito meses antes da entrada do primeiro policial numa das favelas retomadas pelo estado, a polícia traçou os pontos exatos de venda de drogas dentro da favela, na praia e nas ruas da Zona Sul do Rio, além das rotas mais usadas pelos criminosos, seus esconderijos e os principais pontos de concentração de moradores. “O mapa mostra o número de policiais que vamos necessitar, as fragilidades que podemos ter lá dentro, quantos acessos têm, onde este policial vai permanecer, onde vamos colocar o centro de unidade pacificadora. Levantamos estas variáveis que podem vir a prejudicar a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora”, explica o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Mapas mostram alcance de tiros Há mapas que mostram ainda o alcance de tiros de fuzil disparados de dentro da favela. No Morro da Babilônia, no Leme, na Zona Sul, eles chegam até a praia de Botafogo. São centenas de informações que, combinadas, criaram uma espécie de ranking da oportunidade.
Nós temos um ranking de aproximadamente 100 locais. Polícia Civil, Militar e Subsecretaria de Inteligência avaliam esses locais com relação a índices de criminalidade, acessos, geografia, facção criminosa que atua ali”, mostra Beltrame. Mais dez favelas serão mapeadas Agentes da inteligência da polícia já estão preparando mapas semelhantes aos usados na ocupação do Morro da Babilônia e da Comunidade Santa Marta para outras dez favelas do Rio de Janeiro. Operações que serão desencadeadas no momento certo. “A primeira fase é planejamento e levantamento. Na segunda fase, a polícia entra, se apresenta, se mostra. Esses policiais ficam lá até vencer o crime, fazer com que os traficantes saiam ou sejam presos. Depois nós temos a fase de manutenção, e a última fase é do policiamento comunitário”, aponta Beltrame.

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Fonte: G1 globo.com

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Bahia enfrenta criminalidade com Território de Paz..

Salvador, 29/07/09 (MJ) - Os moradores do bairro Tancredo Neves, em Salvador (BA), acordaram nesta quarta-feira (29) com uma novidade que vai garantir mais proteção para a comunidade: a implantação do Território de Paz, um conjunto de 30 ações desenvolvidas pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça. A proposta é integrar ações sociais envolvendo a população e as forças de segurança para a redução da criminalidade. Tancredo Neves chegou a ser considerada a região mais violenta de Salvador em 2007, ao registrar 17% dos homicídios ocorridos na capital baiana, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do estado. Em uma demonstração de que os governos federal, estadual e municipal estão unindo esforços para enfrentar o problema, o ministro da Justiça, Tarso Genro; o governador da Bahia, Jacques Wagner, e o prefeito de Salvador, João Henrique, fizeram o lançamento do Território de Paz na manhã desta quarta-feira. “Esses projetos do Pronasci exigem uma intensa participação da sociedade e responsabilidade do prefeito e do governador para que os jovens não fiquem subordinados ao poder do crime”, cobrou Tarso Genro. Da mesma forma, o governador Jacques Wagner entende que não há segurança pública sem o envolvimento da comunidade. “O Território de Paz não será polícia contra o bairro, mas a polícia contra as drogas. É hora de todos se unirem – comunidade e governo - e fortalecer os laços de família para vencer o crime e o tráfico de drogas”, conclamou. Um dos principais projetos esperados pela comunidade é a polícia comunitária, cujo foco é a prevenção. Segundo o ministro, neste sistema, os policiais fazem ronda sempre na mesma região, dialogam com os moradores, permitindo que conheçam suas rotinas e necessidades. “A polícia é para ser da comunidade e por isso merece o respeito e valor por parte dela”, disse o ministro, cuja opinião é compartilhada pela moradora Rosimeire Santos, 41 anos, para quem o novo modelo de policiamento vai ajudar a comunidade a afastar o “medo” da polícia. “Vamos ter a polícia como aliada no combate ao crime”, ressaltou.

Fonte: MJ - Pronasci

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